Ao que se refere a educação musical?

Ao que se refere a educação musical?

A educação musical refere-se ao campo de estudo no ensino e aprendizagem da música. A educação musical, assim como a educação integral e integral do indivíduo, ocorre de forma não sistêmica na sociedade e sistematicamente nas escolas ou outras instituições de ensino, principalmente por meio da indústria cultural e do folclore. A formação individual e outros conteúdos como a matemática podem ser estudados por meio do ensino da música, que afeta diferentes partes do cérebro, como esclarece Binow (2010). A música pode desenvolver a cognição e ajudar aqueles que se envolvem nessas habilidades a realizar

 A música desempenha um papel muito importante na formação de uma pessoa. Há um grande valor em expor as crianças a esta arte desde tenra idade e incorporá-la ao currículo escolar. Muitos professores usam a música para ensinar geografia, história e até matemática aos alunos. Brincar com as palavras em forma de música também é uma forma de chamar a atenção daqueles alunos inquietos em sala de aula durante o processo de alfabetização. Mas a importância da música na educação vai além disso. , comprovado cientificamente que estimula diversas áreas do cérebro e promove o aprendizado. A iluminação musical é muito importante e deve ser feita o mais cedo possível. (Binow, 2010).

A educação musical para crianças de comunidades carentes contribui para o processo de cidadania ao abrir novos horizontes, democratizar, inserir e dar acesso e criar novas expectativas por meio da arte da música. O ensino de música na educação infantil deve ter como foco o desenvolvimento da criança. A música deve ser integrada com elementos relevantes para o currículo da educação infantil. Atualmente, os programas de pedagogia raramente abordam esse tema em seu currículo. Mais atenção deve ser dada à música na formação de professores, a fim de reenfatizar a música na prática da educação infantil.

A educação musical nem sempre busca a formação de músicos profissionais. Por exemplo, no contexto das escolas formais, tenta proporcionar aos indivíduos as condições para compreender a música em termos de expressão e significado. A musicalização é a ferramenta básica para que os indivíduos compreendam e usem a linguagem musical.

Na Idade Média, o ensino da música era obrigatório e fazia parte do Quadrivium, que junto com o Trivium constituía o método de ensino das sete artes liberais.

Algumas experiências em educação musical ocorreram em diferentes partes do mundo, principalmente no século XX. O foco na educação musical, juntamente com o nacionalismo no início do século 20, marcou uma forte tendência mundial. Vários educadores têm proposto métodos e estratégias para a educação musical. Dentre eles, os mais destacados são:

Dalcroze, na Suíça;
Zoltán Kodály, na Hungria;
Carl Orff, na Alemanha;
Willems, na Bélgica;
Heitor Villa-Lobos, no Brasil;
Suzuki, no Japão.
No âmbito internacional, os educadores musicais amparam-se nas resoluções e discussões da ISME – International Society for Musical Education. No Brasil, a ABEM – Associação Brasileira de Educação Musical cumpre a função de ser um foro aglutinador de experiências e debates. Em Portugal, a APEM – Associação Portuguesa de Educação Musical realiza este papel.

A educação musical no brasil
A trajetória da educação musical brasileira segue a trajetória da educação brasileira. O uso da música na educação está documentado desde a chegada dos primeiros missionários jesuítas ao país. Durante este período, a música e outras artes foram usadas para catecismo. Além da expansão da Academia Jesuíta nos séculos XVI, XVII e primeira metade do século XVIII, a pintura praticamente não mudou. No século 21, torna-se obrigatório.

Quando analisamos historicamente o ensino de música no Brasil, ele se tornou obrigatório a partir de uma lei promulgada em 2008. O ensino de música no Brasil tornou-se obrigatório a partir da Lei 11.769 do Regulamento Obrigatório de Música nas Escolas de 2008 aprovado pelo Presidente Lula.

Presidente da República Declaro que a Assembleia Nacional promulgou e aprovou as seguintes leis:

Artigo 1º O artigo 26º da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, entrou em vigor, acrescido do artigo 6º abaixo:

Artigo 2 (Não)

Art. 3º O sistema de ensino terá 3 (três) anos letivos para atender às exigências artísticas. Artigos 1º e 2º desta lei.

Artigo 4º Esta Lei entra em vigor na data de sua promulgação.

Brasília, 18 de agosto de 2008; 187 anos de independência e 120 anos de república.

Análise do ensino de música no século XVIII O ensino de música surgiu na segunda metade do século XVIII, com as mudanças na legislação educacional trazidas pelo Marquês de Pombal. Estas foram as chamadas “reformas pombalinas” e foram concebidas para adaptar o Estado português ao pensamento iluminista. As reformas pombalinas interromperam o ensino religioso, mas não implementaram um sistema de ensino laico, público e gratuito.

Nessa época, os músicos se organizavam nas chamadas fraternidades. Foram as fraternidades que contribuíram para a difusão da música na segunda metade do século XVIII, quando havia poucos padres músicos.

Nos tempos do Vice-Rei e do Império do Brasil, desenvolveremos políticas educacionais voltadas para o ensino superior que busquem atender às necessidades do próprio país por liberdade e carreiras militares. Registros de educação musical desse período podem ser encontrados nas escolas normais, e a música sempre foi considerada uma parte importante da formação de novos professores.

Considerado o maior movimento de educação musical de massa já realizado no Brasil, o canto está ligado aos ideais da nova escola e sua imagem está intimamente associada ao governo de Getúlio Vargas. Foi durante o Estado Novo que o canto dirigido pelo maestro Heitor Villa-Lobos se constituiu como movimento.

O canto sinfônico existiu nas escolas brasileiras até o final da década de 1960, e depois desapareceu gradualmente da educação. Entre outros motivos, isso ocorreu após a promulgação da Lei nº 5.692/1971, que tornou obrigatório o ensino da arte, estabelecendo a chamada versatilidade na disciplina de arte-educação.

A versatilidade da educação artística significa que o mesmo profissional pode ensinar artes visuais, teatro, música e dança. Soma-se a isso a precarização do ensino superior dessa profissão nos chamados cursos de “curta duração”, que era comum na década de 1970 e completo. Por conta dessa política e do caráter técnico da educação durante a ditadura militar, perceberemos a predominância do ensino de artes visuais, enquanto as artes coletivas, como teatro, dança e música, gradualmente desaparecem do currículo.

No entanto, é preciso destacar que, após a Lei nº 5.692/1971, foram criados diversos cursos superiores de formação de professores de arte. Ao longo dos anos, as universidades brasileiras aprimoraram esses cursos. A partir da década de 1980, profissionais da área artística começaram a questionar a versatilidade e outra pintura foi tomando forma. A ideia de se especializar em um determinado campo da arte está surgindo.

A partir da Lei nº 9.394/1996, pode-se prever o retorno gradual da arte coletiva ao currículo das escolas brasileiras. Uma possível interpretação da lei aponta para a existência de diferenças em várias expressões artísticas. Os Parâmetros Curriculares Nacionais – PCN, publicados na época e ainda vigentes, mencionam quatro modalidades no ensino das artes: artes visuais, música, teatro e dança. Esses padrões devem aparecer na classe. Alguns sistemas escolares viram o reconhecimento legal da especialização nessas áreas e algumas universidades começaram a oferecer programas de graduação específicos. No campo da música, estamos vendo o surgimento de programas de graduação completa em música, substituindo os anteriores programas de graduação completa em educação artística.

A Lei nº 11.769, publicada no Diário Oficial da União de 19 de agosto de 2008, altera a atual Lei Nacional de Diretrizes e Fundamentos da Educação e estabelece a obrigatoriedade do ensino de música nas escolas brasileiras. Sob essa lei, a música se torna um conteúdo obrigatório (mas não exclusivo) como parte de um currículo artístico.

competências que envolvem a educação musical
Segundo Perrenoud (2000), o “conceito de competência” é “a capacidade de mobilizar diversos recursos cognitivos para enfrentar […] situações” (grifo nosso). Para os autores, “o exercício da competência envolve operações mentais complexas […] que podem identificar […] e realizar ações relativamente adequadas à situação”.

Visto que a música é considerada um universo de expressões culturais, ideias, etc., facilitando a comunicação com o meio em que se vive e até consigo mesmo, a musicalização e a forma como ela se expressa, as habilidades de seus criadores, na medida de suas possibilidades, levar em conta Considerando seus programas, considerando todos os seus desdobramentos, é capaz de desenvolver conhecimentos únicos por meio de resultados extraordinários, abrindo espaço para outras aprendizagens, mostrando suas reais necessidades de diversas formas, com especial ênfase no ambiente escolar.

Segundo Macedo, Petty e Passos (2005): […] o desenvolvimento e a aprendizagem expressam, assim, duas fontes de conhecimento: uma é endógena, que é interna a um indivíduo, grupo ou sistema; a outra é exógena, bruta, produzida no exterior. No primeiro caso, o desafio é difundir, manter a identidade ou engajar. Em segundo lugar, é importante integrar algo externo que se tornará nossa coisa individual ou coletiva. (MACEDO; PETTY; PASSOS, 2005, p. 10).

A musicalização na educação infantil precisa ser pautada por um estudo aprofundado das personalidades das crianças. A compreensão dos interesses, comportamentos, prioridades e necessidades da criança orientará o professor, e desta forma ele trará os conhecimentos fundamentais para a correta aplicação não só do método de ensino, mas também do material a ser utilizado (STATERI, 1935).

Os autores acreditam que no desenvolvimento de uma estratégia de ensino para a educação infantil, é importante fornecer uma peça que inspire os alunos, a partir da qual o interesse pela música possa ser mantido, ao mesmo tempo em que é exasperante. Antes de desenvolver qualquer estratégia, é fundamental entender cada aluno, pois cada um tem sua cultura e, dessa forma, modelando o trabalho, os educadores contribuirão para a formação de cada criança.

No entanto, compreender e respeitar a composição musical infantil exige repensar o conceito de música, compreendendo-a no contexto de um complexo aberto e dinâmico. Quando nos referimos à relação de uma criança com o som e a música, pensamos em aspectos relacionados à prática do fazer (priorizando a criação), principalmente o conceito de música que ela tem, o que ela pensa nesse sentido, como ela se relaciona com o que ela tem As idéias envolvidas trabalham juntas, principalmente suas opiniões sobre fazer música.

A aplicação da tecnologia na educação musical
“Tecnologia” (do grego τεχνη – “tecnologia, arte, artesanato” e λογια – “pesquisa”) é um termo que abrange o conhecimento técnico e científico e as ferramentas, processos e materiais criados e/ou usados ​​a partir desse conhecimento. Existem vários tipos de tecnologias, cada uma trabalhando em uma fronteira diferente, com diferentes resultados e cenários para a sociedade. Na educação, a tecnologia atuará como um processo facilitador e de enriquecimento, pois busca auxiliar o processo de aprendizagem, proporcionando à sociedade novas formas de ensinar e até mesmo aprimorar as antigas por meio de recursos inovadores.

Um exemplo disso é explorar os recursos tecnológicos disponíveis na educação musical, mais especificamente, as chamadas tecnologias de informação e comunicação – TIC. O desenvolvimento de técnicas computacionais aplicadas à música tem contribuído decisivamente para a produção musical. Edição, gravação (por exemplo: o Mixcraft fácil de usar, tão usado em centenas de escolas) e software de criação de música (por exemplo: Encore para criar partituras), incluindo processamento de som em tempo real, rede e ambientes interativos que permitem a criação coletiva e Arranjos, além de outros recursos, ampliam muito as possibilidades de fazer, distribuir, apreciar, ensinar e aprender música. Esses recursos têm sido gradativamente integrados à educação musical, possibilitando não apenas práticas inovadoras de educação musical, mas também a democratização da tecnologia digital.

Seguindo essa tendência, diversas empresas e instituições estão criando ferramentas e métodos para facilitar e acelerar o processo de ensino de música por meio da tecnologia. No entanto, o desenvolvimento colaborativo de programas de computador por meio de projetos de desenvolvimento de código aberto e plataformas e sistemas computacionais livres tornou-se um importante movimento para democratizar o acesso à cultura digital. A utilização de programas computacionais de código aberto e licenças gratuitas nas redes públicas de ensino é uma realidade desde o início dos anos 2000 e representa uma nova forma de desenvolvimento tecnológico colaborativo, aberto e participativo com claras implicações para a educação. Geralmente, e mais especificamente, para a educação musical.

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